quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
C’est l’amour qui fait rêver
Bom dia, meu amor. Hoje eu acordei com vontade de escrever alguma coisa bonita pra você. É que essa noite você tornou a passear pelos meus sonhos e nesse você sorria pra mim como na primeira vez em que eu te vi. Foi uma daquelas cenas de filme em que o resto do mundo se perde em alguns segundos e os nossos passos pareciam dados em câmera lenta embora meu coração estivesse disparado. Meus olhos foram procurando os seus, percorrendo a sua imagem e tudo o que eu podia pensar era “Meu Deus, é ela...”. Eu te alcancei num abraço breve que viria a ser o marco de uma história de amor que ia de encontro a todas as previsões das mais pessimistas criaturas, aquelas pessoas que tratariam a nossa história como aventura ou algo perecível. Bem, de qualquer forma ainda estamos aqui, não é? O tempo passou por nós e a menor distância que consigo sentir é entre o seu coração e o meu e tudo o que parece caber entre eles. Pensamentos perdidos, medos distintos e tantas outras coisas que me fazem esquecer das nossas canções. Talvez seja bobagem a minha, mas o que me faz lembrar são aqueles frios apaixonados na barriga que ainda sinto quando me lembro do seu rosto ou algo que já tenha me dito, quando sinto o cheiro do seu perfume no ar que me perpassa maldoso pelas ruas em que você não esta... Ai, esse cheiro que me devolve pros seus braços num quarto com pouca luz, inundado de uma felicidade que fazia parecer impossível um mundo aqui fora.
As lembranças do nosso passado tão próximo ainda me fazem sorrir, ainda me fazem superar qualquer momento de tristeza e os desespero que podem caber em mim. São sorrisos tão cheios de verdade que eu só posso agradecer a você por proporcioná-los, por me ensinar que a vida sempre nos prepara pra tornar a amar e ter me acordado pro resto do que eu tinha pra viver, que hoje é por merecer você. Sei que as vezes eu vou errar, ou quem sabe até muitas vezes, mas meu amor vai estar pronto pra recomeçar, pra te acolher, pra te fazer bem e pra tentar ser tudo de mais maravilhoso que pudemos sonhar no nosso começo cheio de pressa e ávido por felicidade.
Por mais que as coisas estejam diferentes agora, era só pra saber que eu te amo a cada dia um pouco mais e que não há o que eu não vá fazer pelo nosso bem. Por você, menina do meu pensamento... Por você, minha Kaia.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Autant qu`un repentir
É estranho pensar em corpos próximos e olhos que não se encontram. Olhos que fogem procurando o sol, mas lá fora o céu está tão cinza... Ele parece pronto pra rachar e derramar chuva sobre os abismos que insistem em habitar meu peito. Ou será que sou eu quem os põe aqui dentro? Parece perda de tempo. Às vezes é melhor puxar as cortinas e não olhar pra fora, mas escondidos os olhos me resta o coração cansado, coração pesado... Resta a saudade de tudo que se pode querer pra si embora não se tenha força ou fé suficiente pra sonhar. Resta a pior decepção, aquela que se destina aos seus próprios olhos vistos num espelho feito de tudo em que nunca quis me tornar. Será natureza? E se for, o que é que transforma o homem? São questões pra responder quando eu crescer.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Qu'l'amour inond'ra mes matins

Eu queria escrever algo que te tomasse o fôlego por alguns segundos,
que fizesse você fechar os olhos e sentir minha mão, minha voz chegando como um sopro quente de felicidade, mas me faltam falas, ritmo e melodia. Não há exclamações alegres nem frases batidas que possam me ocorrer pra explicar o que é estar em mim nesse momento, ou será estar em você? É como se as telas em branco ganhassem forma e cor à medida que o tempo passa por nós, entre nós. E os cortes vão se fechando nas minhas mãos abertas prontas pra te apanhar. Meus olhos vão se acostumando a beleza dos traços do seu rosto que me contam segredos da sua vida. E o desejo cresce, cresce...Chega rente a sua pele pra te entregar o meu silêncio cheio de todas as palavras adornadas por sentimentos distintos que residem em mim por você. E todas essas cores estão de volta me trazendo antigas paixões e velhos sorrisos adormecidos, embebidos pela calma do tempo. Sensações conhecidas de tempos melhores em que vivi, das felicidades que já experimentei. É engraçada a forma prolixa que a gente acha pra dizer coisas simples como “Eu te amo”, não é?
que fizesse você fechar os olhos e sentir minha mão, minha voz chegando como um sopro quente de felicidade, mas me faltam falas, ritmo e melodia. Não há exclamações alegres nem frases batidas que possam me ocorrer pra explicar o que é estar em mim nesse momento, ou será estar em você? É como se as telas em branco ganhassem forma e cor à medida que o tempo passa por nós, entre nós. E os cortes vão se fechando nas minhas mãos abertas prontas pra te apanhar. Meus olhos vão se acostumando a beleza dos traços do seu rosto que me contam segredos da sua vida. E o desejo cresce, cresce...Chega rente a sua pele pra te entregar o meu silêncio cheio de todas as palavras adornadas por sentimentos distintos que residem em mim por você. E todas essas cores estão de volta me trazendo antigas paixões e velhos sorrisos adormecidos, embebidos pela calma do tempo. Sensações conhecidas de tempos melhores em que vivi, das felicidades que já experimentei. É engraçada a forma prolixa que a gente acha pra dizer coisas simples como “Eu te amo”, não é?
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Vouloir

Quero as cores desse meu sentir como lápis de cor para colorir os dias que se fazem tristes. Quero vontade pra olhar pela janela, ver a chuva fina cair sobre a copa das árvores e sentir a primavera chegando nas folhas cada vez mais verdes. Quero um vento quente nas minhas costas me obrigando a prosseguir quando quiser parar de caminhar. Quero saber admirar o brilho distante das estrelas, cada vez mais claras a medida que o sol se põe e aprender a jamais desistir das coisas por mais que pareçam irremediavelmente difíceis de alcançar. Quero conseguir afastar as nuvens que tentam encobrir os meus sonhos para poder vivê-los, sentir cada gota de fantasia que adoça as minhas realidades, quero desprender minha alma o suficiente para torná-los reais. Mas o que eu quero mais é ter você por perto, me deitar ao seu lado e ver a noite passar, correndo os dedos pelos seus cabelos. Eu quero ser forte pra manter você dentro de mim.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Inestancável
Há algo de errado comigo. Quando fecho os olhos, os pensamentos que chegam a minha cabeça não são os que quero ter. Não são aqueles sempre tão bons que me mantinham de pé com um sorriso distraído. Agora eles parecem horas ensolaradas roubadas da vida de outra pessoa. Eles são recortes de céu cinza e pálido incrustados no meu peito. Que estranho, o céu tem andado tão azul...
Ainda que silenciosamente, os novos pensamentos pulsam com vida e as pontas dos meus dedos parecem desenervadas à medida que o tempo passa e eu escrevo mais linhas bobas sobre como eu perdi você e seus olhos castanhos (outra vez os seus olhos...). Mas, ao contrario do que eu esperei, eu tenho sorrido, tenho procurado motivos por mais que eles só durem por um período ínfimo de tempo.
Mas, se a alguém interessa, tenho estado feliz assim. Ainda tenho você, ainda tenho a sua voz ao telefone, ainda tenho o eco daquelas palavras em um domingo à noite: “O tempo vai passar, você pode até deixar de gostar de mim mas , eu não sei porquê, ainda não acabou o que a gente tem pra viver”.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Bette Davis Eyes

Estive olhando pra sua foto sobre a mesa por tanto tempo... É aquela em branco e preto de que sempre gostei tanto e que me faz sorrir sempre. Ela nunca precisou de cores, eu já conheço todas as suas assim como os traços desse rosto que aprendi a amar tanto. É estranho eu ainda não ter me acostumado a seus olhos, com o modo como sempre me prende com eles. São neles onde eu me demoro mais quando corro os meus pelas fotos. “Ela tem os olhos de Bette Davis...”. Eles também brilhavam desafiadores nessa ainda que sempre tão parados. E por um segundo achei que pude ouvir minha vontade de tê-los vivos pressionando os vidros da janela. E é realmente uma pena que o que me impede não sejam só as trancas.
sábado, 12 de dezembro de 2009
A Bailarina
Dança bailarina e, levando o mais belo sorriso, traga em cada passo seu um pedaço de primavera, o perfume das flores jovens e o brilho das estrelas nos seus olhos.
Venha e não se esqueça da chave do seu coração. Deixa que eu escute o que ele diz pra mim. Aquelas palavras que soam aos meus ouvidos como melodia.
Vem me dar sua mão e me ensinar a voar pra esse lugar que te torna tão livre, e não se perca nunca de mim pra que eu possa ensinar você a me amar também.
Vem que eu quero te mostrar quem eu sou e te dizer que do seu lado eu não tenho medo, que quero fazer casa no seu peito e te dar os meus mais sinceros segredos.
Continue a dançar bailarina, que antes de mulher é menina, que brinca de encantar, que nunca esquece sonhar.
Mas antes de tudo nunca esqueça de lembrar que você sempre será o meu amor, a minha pequena Nina.quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Ela
Você é uma pintura com insígnias secretas,
Uma sonata,
Suave como um poema que flui.
Em todas estas coisas você está,
E eu quero que saia dos meus pensamentos
Para o papel e para a luz do dia
Para o papel e para a luz do dia
Pra que eu possa te ver
Da alvorada até o escuro da noite.
Você é o cheiro de um florescer que eu desconheço,
Uma simples consonância.
E eu escrevo as virtudes de um coração,
De um anjo escondido em mim
Que tem a chave de todas as portas,
De um anjo escondido em mim
Que tem a chave de todas as portas,
E que vai me jogar no chão.
Você é a mulher de pé na porta
Você é a mulher de pé na porta
Que não sei se vai entrar.
Um lírio ereto e altivo, doce e amargo
E ainda belo de se olhar.
Você vem vindo a mim à medida que o dia passa
E ainda te chamo porque te pertenço.
E essa melodia ainda vou cantar pra você
terça-feira, 24 de novembro de 2009
24 de Novembro

Ainda me lembro bem daquela segunda feira. A luz entrava pelas folhas e iluminava aquela praça, tão conhecida por mim, de um jeito único. Sempre que o brilho a emoldurava assim eu me lembrava de alguma passagem de ‘Doce Novembro’. Curioso, era mesmo Novembro... 24 de Novembro... O vento vinha leve e morno como é típico da estação do ano e havia flores de tantas cores... Mas nada era mais lindo que ela. Os olhos tímidos voltados para frente e ela se sentava como uma criança com as pernas cruzadas, a fala doce... O cabelo caindo pelos ombros e o rosto que eu me contive pra só tocar na hora certa... Ela falava e eu me surpreendia com as palavras e a certa altura eu já a deixava falar sozinha. Eu me lembro de tantos pensamentos: “Aonde é que ela esteve antes?”, “O que é isso dentro de mim?”, “Qual o nome daquela outra mesmo?”. As vezes ela parava, sorria e olhava pra mim brevemente. Eu tremia e alguma coisa nela me puxava , sorria de volta e abaixava os olhos. Mas ai já estava um centímetro mais perto. Numa hora em que as palavras tornaram a ralear e ela tornou a me olhar não havia sorriso nos lábios. Havia brilho nos olhos e talvez desejo. Eu não tinha mais nenhuma pergunta na cabeça, tudo o que me detinha estava vencido. Aquele rosto, aquela pele... A minha boca parecia arrastar o resto do corpo até ela. Lembro de ter mantido os olhos abertos com medo de que a qualquer momento ela levantasse e fosse embora correndo, mas para a minha surpresa os olhos dela se fecharam antes dos meus e os lábios dela estavam quentes. Foram alguns segundos de algo que até hoje não sei descrever bem. Só sei que não me sentia tão viva havia muito tempo. E quando finalmente consegui tirar meus lábios dos dela, eu me prendi em seus olhos me afastando devagar... A partir daquela hora eu já não era mais a mesma e aquele momento ficou parado em algum lugar do tempo sem poder ser apagado. Eu nunca consegui esquecer aqueles olhos negros, grandes e vivos... Eles sempre foram o que eu mais gostei nela. E relembrar cada um desses detalhes ainda trás o gosto daquela boca até mim e, ainda que as vezes doa, eu trocaria a eternidade por aquela manhã, por aquele 24 de Novembro.
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